domingo, 8 de novembro de 2009

Olá, simplesmente OLÁ!



Olá amigos,
Saudades de todos!
Para um Internaut não existe distância. O tempo e o espaço são virtuais. Nos encontramos sempre. Mesmo assim, amo o encontro presencial, quando então posso olhar as pessoas nos olhos, compartilhar momentos, conversar...
Hoje estou morando a 3000Km de Campinas (SP), minha cidade adotada e a 4.200Km da minha cidade natal, Aquidauana, Mato Grosso do Sul. Estou sendo adotada novamente. Vivo e trabalho em Caicó, Rio Grande do Norte. Estou feliz. Novos e maravilhosos amigos. Estamos nos conquistando mutuamente. Tenho um trabalho que me preenche, me faz feliz e realizada a cada dia. Passo minha vida em revista e constato que o mundo realmente é uma bola. Nele vamos rolando e nos encontrando. Percebo que todos os lugares são bons de se viver. As pessoas, são hospitaleiras - dependendo de como nos oferecemos a elas. Se nos fechamos, as afastamos. Se lhes oferecemos o que temos de melhor, também elas nos dão o melhor que podem. O desconhecido logo se torna familiar. Lugares ruins devem ser os lugares de conflito, de guerra, de tiroteios. Lugares de fome, onde falta alimento para o corpo e para a alma.
Ademais, o Brasil é bonito demais. Seja no Pantanal onde nasci, na floresta de pedra, que é o coração de São Paulo ou na floresta de caatinga que é o semi-árido nordestino onde moro. Cada lugar tem sua beleza, sua estética. Depende de como nos relacionamos com tais espaços e de que sentidos construímos para nós próprios e para as pessoas que vivem ao nosso redor.
Penso que é assim que nos fazemos felizes.
Fotografia: Luiz Felipe Garcia Vilhete d´Abreu (no dia de seu 11º.aniversário).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Ninho (Parte II)


Assim que fiz o poema há alguns meses atrás (março/09)e o postei no blog, para meu desapontamento o casal de rolinhas partiu.
Abandonaram o ninho ainda sem ovos. Porém, na primeira semana de agosto ao tentar regar o mesmo vaso de samambaia, advinhem quem reencontro: uma das rolinhas em seu já conhecido 'nicho'. Não sei há quanto tempo lá estava. No domingo, não me aguentei de curiosidade, peguei uma cadeira e me certifiquei: Sim, havia dois ovos! E eis que hoje (quarta-feira - 05/08), eu e meu filho caçula estávamos sentados em nossas cadeiras amarelo-sol, e de repente ela resolve sair do ninho-vaso-de-samambaia com a metade da casca de um ovinho no bico. Estava fazendo a faxina! Ficamos apreensivos. Nasceram? Estão vivos? Aproveitando a ausência da mãe, subo novamente na cadeira e... que emoção! Havia um filhotinho, frágil, lindo! O outro ovo estava ainda intacto. Nesse momento chega a mãe, ameaçadora. Como mãe que sou, conheço bem o poder de uma mãe quando percebe algo desconhecido, talvez perigoso rondando suas crias. Respeitei-a e imediatamente, desci!
Ela não mais se afastou do ninho, nem eu tive coragem de me aproximar.
Me senti plena apenas observando a vida se renovar. Na minha garagem, dentro do vaso de samambaia. Se a felicidade existe? Claro, precisa uma prova maior que essa? Se Deus existe? Sim, Ele se manifestou dentro de mim naquele instante sob a forma de amor, doçura e singeleza. Eu não precisava de mais nada para ser feliz.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)

A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Música: TOCANDO EM FRENTE (Almir Sater e Renato Teixeira)

A letra desta música reflete o meu caminhar pela vida. Porém, o momento pessoal e profissional que vivencio faz com que os sentidos que emanam dos versos e da vida se alinhem ainda mais. Em alguns momentos me perco imaginando como os poetas e músicos conseguem capturar a essência da subjetividade humana, transformá-la em signos de sensibilidade e retratar aspectos da vida. Como se eles tivessem elaborado um poema e uma composição musical para mim. Somente para mim. (Este 'para mim' se traduz em 'para você', para cada um que está lendo-me e que tem a sensação que a música é o tema de algum momento de sua vida, pois tudo se encaixa à estrada que você percorre, à estrada que você é...
Deixo com vocês a maravilhosa Maria Bethânia para interpretar esse hino à vida!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

El Condor Pasa - Um brinde do povo peruano ao mundo

El Condor Pasa - é uma música, é um Hino. O povo peruano o assumiu como símbolo da luta do povo inca. Composta no ano de 1913 por Daniel Alomía Robles e a letra, por Julio de La Paz, El Condor Pasa é uma obra teatral, musical. No Peru, foi declarada Patrimônio cultural da Nação em 1993.
A história transcorre no assentamento mineiro Yapaq de Cerro de Pasco, Peru, e constitui-se uma obra de denúncia social. É a tragédia do enfrentamento de duas culturas: a anglo-saxônica e a indígena. A exploração de Mr. King, dono da mina, tem sua culminância na vingança de Higínio, que o assassina. Mas, para substituí-lo, chega Mr. Cup. E a luta tem que ser reiniciada, e o condor que voa nas alturas é o símbolo da desejada liberdade (Fonte: Wikipedia).
Existem várias traduções para a letra, da mesma forma que há inúmeras interpretações musicais pelo mundo afora. Só para citar algumas: Paul Mauriat, Gigliola Cinquetti (1970), Raices de América, Simon & Garfunkel, Banda composta por 12 Garotas Chinesas, Plácido Domingo... Todas belíssimas. El Condor Pasa, para mim, é uma das músicas mais belas do mundo, seja cantada ou instrumental, interpretada por voz(es) de qualquer cultura. Aliás, ela transcende tempos, línguas e culturas. Patrimônio da Humanidade!
Deixo aqui uma dessas versões: a instrumental, de Paul Mauriat.
Espero que gostem.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Rosa



Sempre fui uma pessoa de muita sorte. Começou quando nasci, pois enquanto todas as crianças tem apenas uma mãe, eu tive duas. Uma delas, a que me criou e me ensinou as artes da vida se chamava Rosa. Rosa em flor, em botão. Um dia, murchou e morreu, como todas as flores-rosa que também não vivem muito. Só o suficiente para espalhar a sua presença e deixar sua lembrança. Que vira saudade, como a que sinto agora.

Rosas são flores fortes mas sensíveis, têm espinhos e delicadeza. Minha mãe também era assim. Mulher à frente de seu tempo, pobre de dinheiro, rica em ética, idéias adiantadas criou e fez sua filha mulher. Se sou o que sou, devo a ela, apesar de ter-me deixado tão cedo. Partiu. Uns disseram-me que foi para o céu. Acho que sim, afinal, para onde vão as mães pobres, que só amaram, trabalharam, criaram filhos, choraram e venceram? Mães assim não tem pecados, não tem culpas e precisam de um lugar tranqüilo para descansar. Acho que esse lugar é o céu...


(Fotografia: Maria de Fátima Garcia)

domingo, 5 de abril de 2009


O Cheiro da Hortelã

Após o degelo de espessas camadas de neve
Do inverno brutal em Glasgow
despertam as plantas adormecidas,
rasgando os primeiros brotinhos
no tamanho de um grão de arroz.

Esse desabrochar de vida consta numa mensagem,
Vinda dessa terra tão inóspita e longínqua
E me reporta:
Ao cheiro da hortelã macerada com açúcar
À espera do leite tirado na hora,
Em manhãs frias de inverno,
Envolta pela névoa suave

Com as plantações de feijão,
Capim de pasto, laranjeiras, tangerinas,
Pessegueiros, Ah! Estes suas flores
Eram maravilhosas e perfumadas,
Pimenteiras, apreciadas pelos caprinos, a
Devorá-las enquanto pulavam e berravam,
Sem com isto parar de comê-las.

Tudo encharcado pelo orvalho gelado e
Coberto pela serração
Vinda do Rio Pardo com suas águas barrentas,
Ancoradouro de uma canoa, a fazer;
Travessia para a margem de lá,
Na fazenda Entre Rios,
Onde havia a escola, que íamos a pé.
Por um caminho ladeado pela pródiga natureza,
A oferecer
Cajus, araçás, marolos, pitangas e gabirobas,
Num misto de perfumes e sabores indescritíveis
Convivendo com:
Emas, veados, serpentes, quatis, tatus e tantos outros.

Na margem de cá a magia do sítio,
Com a casa de taipa, branquinha de cal;
Acolhendo todos ao redor de seu fogão à lenha,
A estalar e espalhar fagulhas das labaredas,
Em doces cantigas
A embalar
Os desejos de calor e alimento...

Ah! Já faz tanto tempo,
Mas posso sentir,
O cheiro da hortelã como se fora neste instante.
Mas cadê o tempo?
Meu Deus! O que significa esse retorno à infância?
Memória de cheiros perdidos
Junto com algo, que
Talvez, nunca mais tenha encontrado...
(Poema: Maria Aparecida Damin
Fotografia: Maria de Fátima Garcia)

segunda-feira, 30 de março de 2009

O ninho (Parte I)


Minha casa anda mesmo prenhe de vida e sensualidade.
A orquídea branca se oferecendo ao capim cidreira,
Duas pombinhas, na verdade, rolinhas
Um casalzinho
Decidiram fazer seu ninho de amor
No vaso da samambaia de metro
A bailar no teto da varanda-garagem!
Depois da reforma,
Pintei a garagem de cor clara, amarelinho ocre

Mudei o piso pra branco, levemente esverdeado.
Mantive os vasos de plantas
E coloquei um sofazinho com duas poltronas de vime amarelo-sol.

Agora!
Ficam os dois "marido e mulher" deitados no vaso...
A presença dos moradores e o barulho das crianças
Não os incomoda!
Estou numa encruzilhada!
Incompatibilidade da água com o ninho!

Se os deixo continuar
Até botarem seus ovinhos,
Criarem seus filhos em idade de alçar vôos
A samambaia secará.

Espantá-los nem pensar
Quando digo:
Esse não é o lugar ideal pra criar família
Imediatamente ouço:
"Coitadinhos, mãe! Deixa eles aí!"

Minha amiga, o que faço?
A quem devo sacrificar?
Aqui tem muita coisa a ser eternizada nas lentes da minha objetiva ....

Amiga diz:
Ninguém!
Coloque água na samambaia normalmente
Quando fazem seus ninhos em árvores ao ar livre
Chegam o vento e a chuva
E eles também não se importam
Samambaia e ninho em perfeita harmonia
Na varanda-garagem ou ao ar livre
(Maria Aparecida da Silva Damin e
Maria de Fátima Garcia)

(Fotografia: Maria de Fátima Garcia)

sábado, 28 de março de 2009

Um buquê natural de orquídea para você...


(fotografia feita por Maria de Fátima Garcia - 28 de Março de 2009)

terça-feira, 24 de março de 2009

O Som do Silêncio (Tradução de Sound of silence - de: Simon and Garfunkels)

Olá escuridão, minha velha amiga

Eu vim para conversar contigo novamente

Por causa de uma visão que se aproxima suavemente

Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo

E a visão que foi plantada em meu cérebro

Ainda permanece

Entre o som do silêncio

Em sonhos agitados eu caminho só

Em ruas estreitas de paralelepípedos

Sob a auréola de uma lamparina de rua

Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade

Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon

Que rachou a noite

E tocou o som do silêncio

E na luz nua eu vi

Dez mil pessoas talvez mais

Pessoas conversando sem falar

Pessoas ouvindo sem escutar

Pessoas escrevendo canções

Que vozes jamais compartilharam

Ninguém ousou

Perturbar o som do silêncio

"Tolos," digo eu, "vocês não sabem

O silêncio como um câncer que cresce

Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar

Tomem meus braços que eu posso lhes estender

"Mas minhas palavras

Como silenciosas gotas de chuva caíram

E ecoaram no poço do silêncio

E as pessoas curvaram-se e rezaram

Ao Deus de néon que elas criaram

E um sinal faiscou o seu aviso

Nas palavras que estavam se formando

E o sinal disse

"As palavras dos profetas

Estão escritas nas paredes do metrô

E corredores de habitações

E sussurraram no som do silêncio"

Para refletirmos...

quinta-feira, 12 de março de 2009

E por falar em Currículo...

Esta apresentação nos desafia a refletir acerca das concepções de Currículo que praticamos em nossas escolas. Para isso, aceito as contribuições de autores da Teoria Crítica, tais como Antonio Flávio B. Moreira, Giroux (1993), Santomé (1998), dentre outros, que nos possibilitam rememorar e, muitas vezes) reviver aspectos da recente história do currículo vivenciado por muitos de nós que passaram pela escola nas décadas de 60, 70, 80 e 90 - seja como alunos ou professores. Mas, ao enfatizar aspectos da pós-modernidade identifico outros autores, não necessariamente curriculistas, que nos fornecem elementos epistemológicos e metodológicos para pensarmos, compreendermos e praticarmos o cotidiano de nossas salas de aula apontando para outras formas de se olhar a escola, o cotidiano e contexto onde estas se encontram inseridas.

domingo, 8 de março de 2009

Os Presentes (Eliana Printes)

Em meu primeiro dia de aula no curso de especialização "Pesquisa e Tecnologias na Formação Docente", ofereci uma música como presente para os meus alunos-professores, em celebração ao retorno às aulas.
E, OS PRESENTES, na voz da cantora Eliana Printes, foi o mimo escolhido. Ouçam e sintam-se também presenteados com a bela voz dessa excepcional cantora brasileira:

Sebastião Salgado: Outras Américas


São tantas Américas: A princípio, oficializadas, são três: América do Sul, América Central e América do Norte.

Sebastião Salgado nos expõe de forma dura, nua e crua, as outras - as daqueles homens e mulheres e crianças que pisam o chão e constituem essas três, oficializadas no mapa físico do contimente americano.

Na imagem que aqui vemos, Sebastião Salgado expõe OS PÉS e as PEdras do chão Americano. São imagens belíssimas... porque sem esses (Tantos) pés - o território americano teria outra conformação. Pés moldam caminhos, esculpem estradas, produzem história. Pés migram, ultrapassam fronteiras. Pés se conformam à geografia mas também a alteram. Misturam-se às pedras, se endurecem. Pés de homens, mulheres e crianças produzem a história de um povo, inscrito em um território pelos tempos, dos tempos, para sempre...
Neles, nos pés do povo americano encontra-se ainda as marcas genéticas e também os rastros deixados pelo povo inca, maia, tupi-guarani, Kadiwéu, apache... Dos trabalhadores com teto e dos sem-teto.
Um olhar fotográfico, como o de Sebastião Salgado, pode nos transportar por todas as Américas...
Referências:
Imagem retirada de
SALGADO, Sebastião. Outras Américas. Companhia das Letras. São Paulo, 1999.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Lendo um pouco de Milton Santos - A questão: o uso do território


"A linguagem cotidiana frequentemente confunde território e espaço. E a palavra extensão, tantas vezes utilizada utilizada por geógrafos franceses, não raro se instala nesse vocabulário, aumentndo as ambiguidades. Uma discussão nos meios geográficos se preocupa em indicar a precedência entre essas entidades. Isso se dá em função da acepção atribuída a acada um dos vocábulos. Para uns, o território viria antes do espaço; para outros, o contrário é que é verdadeiro (André-Louis Sanguin, 1977; Claude Raffestin, 1980, 1993). Por território entende-se geralmente a extensão apropriada e usada. Mas o sentido da palavra territorialidade como sinônimo de pertencer àquilo que nos pertence... esse sentimento de exclusividade e limite ultrapassa a raça humana e prescinde da existência de Estado. Assim, essa idéia de territorialidade se estende aos própios animais, como sinônimo de área de vivência e de produção. Mas a territorialidade humana pressupõe também a preocupação com o destino, a construção do futuro, o que, entre os seres vivos, é privilégio do homem.
Num sentido mais restrito, o território é um nome político para o espaço de um país. em outras palavras, a existência de um país supõe um território. Mas a existência de uma nação nem sempre é é acompanhada da posse de um térritório e nem sempre supõe a existência de um estado. Pode-se falar, portanto, de territorialidade sem Estado, mas é praticamente impossível nos referirmos a um estado sem território."
(Milton Santos, 2002, In: Santos, M.; Silveira, M. L. O Brasil. Teritório e sociedade no início do século XXI)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Motivação...

Oi Odair,
Primeiramente, obrigada por sua simpática visita ao meu/nosso espaço "midiático". Penso que a motivação, tanto para o aluno quanto para o professor não podem ser apenas externas, baseada no imediatismo. Há que se despertar no aluno prazer de aprender, e no professor, o prazer de ensinar. Há que se ter sempre algo novo no ar, um cheiro de mistério, um clima de novidade;algo novo a ser apre(e)ndido tanto por aquele que ensina quanto por aquele que aprende. Professores que sabem tudo, não têm motivação, pois já não há nada a aprender com seus alunos. Alunos que tudo aprendem/aprenderam, não tem perguntas, e sem perguntas não não há curiosidade, nem tampouco, encontra-se/faz-se a novidade. Paulo Freire já nos dizia que "sem pergunta" não há aprendizagem. E isso vale tanto para o professor quanto para o aluno. Assim é que vejo a motivação no processo pedagógico.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

De Currículos e Cotidianos

Por meio do currículo apreendido no cotidiano das escolas temos acesso aos conhecimentos universais acumulados pela humanidade e aos saberes cotidianos que vivenciamos no dia-a-dia. Por meio do currículo tomamos consciência do mundo. Podemos viajar, conhecer outros lugares - viajar até onde nosso pensamento nos levar, isto é, até onde conseguirmos alcançar com nossa abstração. Os livros (didáticos ou não), as enciclopédias, a web, nos possibilitam desfrutar desses prazeres aumentando o nosso alcance.
Os artefatos tecnológicos mediam... seja este um avião (dentro do qual a foto a seguir foi capturada) ou o televisor, em cuja tela visualizamos uma parte do mundo - indicando em que ponto do planeta a aeronave sobrevoava naquele exato instante. Portanto, uma avião, um aparelho televisor, um livro didático ou uma enciclopédia são artefatos tecnológicos e as Mídias vão além, pois veiculam conteúdos e ampliam o universo das pessoas.
Mas, a depender do conteúdo que trazem as mídias podem também afastar as pessoas de lugares e paisagens, torturá-las psiquicamente, instaurar o pré-conceito, a(s) fobia(s).
Que uso fazemos desses artefatos e das mídias que veiculam conteúdos no cotidiano das escolas? E quanto ao currículo, como este constitui a subjetividade de nossos alunos?

A beleza em se trabalhar tecnologia e educação

Escolhi a fotografia, que se segue a este texto para representar a beleza que vejo no trabalho que desenvolvo com a educação e a tecnologia das mídias.
Apesar, de sua origem na racionalidade, as tecnologias podem contribuir muito com a educação tornando-a mais visível, comunicando saberes, crescimentos, realidades. De acordo com a Wikipedia a palavra 'Tecnologia' vem do grego - "ofício" e "λογια " - "estudo", e é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser: As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver ou, melhor ainda, possibilitam a aplicação de recursos para facilitar a resolução de problemas;
Assim, vejo a tecnologia na educação como forma de facilitar e ampliar o conhecimento construído pelas pessoas. A tecnologia das mídias no processo educativo, possibilita que nos tornemos visíveis, pois, expandimos o nosso trabalho, e o compartilhamos com outras pessoas; e, quando utilizamos os recursos tecnológicos da web, então, rompemos com todas as fronteiras quer sejam geográficas, étnicas, religiosas... ou quaisquer outras. Nos libertamos para poder conhecer e ou quem sabe re-conhecer.
Portanto, um aparato tecnológico na escola (computadores, lousa (digital ou não), web cam, filmadora), dentre outros pode despertar nas pessoas a sensação de leveza de um buquê de flores ou a dureza de uma engrenagem mecânica. Depende do uso que dele fizermos.